Aquilo que fomos ensinados a não ver deve ser recuperado palmo a palmo.
O espírito beligerante em mim diz que deve ser recuperado a sangue e fogo, lágrimas e um esforço descomunal, como Hércules e seus trabalhos (doze como as horas no Nuctemeron).
Mas meu corpo me engana, ele se finge de frágil. Mas é o corpo mesmo ou o esquema mental que em fomos inseridos, ou que se inseriu em nós? Eu já obtive provas anteriores de que meu corpo era mais forte e resistente do que eu imaginava, e que quando meu espírito fraqueja, é aí que o corpo sofre.
Em Re-construção Constante
Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.
quarta-feira, julho 29, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
Mein Herz Brennt

Eu estava sentada, pensando, pensando, tentando alguma luz, uma vela, uma lâmpada, quem sabe até a luz do sol. Eu estava espreitando, vigilante, mas meio dormindo, meio mentindo, meio fingindo, meio , meio, meio. Uma metada, incompleta, sozinha, meio vazia, meio cheia, meio sonhando.
Todos se foram, e eu vou ficar, apagar a luz, fechar a porta. Isso faz de mim a morte, a morta, a morta-viva, o zumbi.
Não tem mais matilha, alcatéia, círculo.
Não há o que lamentar.
Eu circulo, inquieta, vagando, me consumindo, me consumindo.
Decifra-me ou te devoro.
Decifra-te ou te devoro.
No fim só resta a auto-combustão, o fogo interior.
Mein Herz brennt, mein Herz brennt, mein Herz brennt.
Meu coração queima, pulsa, arde, retorce, e por fim adormece, cansado.
E eu repito meu mantra, minha canção, eu canto, eu uivo, inquieta, me consumindo, queimando, queimando a vela que nunca se acaba. Mas a luz é pouca, uma luzinha, eu vejo o imediato, não o adiante.
Eu me canso, minha energia se vai, eu durmo, eu acordo, eu tento fazer sentido, eu me canso, eu me sento, eu levanto, nada passa, só fantasmas, como eu, fantasmas.
Todos se foram, e eu vou ficar, apagar a luz, fechar a porta. Isso faz de mim a morte, a morta, a morta-viva, o zumbi.
Não tem mais matilha, alcatéia, círculo.
Não há o que lamentar.
Eu circulo, inquieta, vagando, me consumindo, me consumindo.
Decifra-me ou te devoro.
Decifra-te ou te devoro.
No fim só resta a auto-combustão, o fogo interior.
Mein Herz brennt, mein Herz brennt, mein Herz brennt.
Meu coração queima, pulsa, arde, retorce, e por fim adormece, cansado.
E eu repito meu mantra, minha canção, eu canto, eu uivo, inquieta, me consumindo, queimando, queimando a vela que nunca se acaba. Mas a luz é pouca, uma luzinha, eu vejo o imediato, não o adiante.
Eu me canso, minha energia se vai, eu durmo, eu acordo, eu tento fazer sentido, eu me canso, eu me sento, eu levanto, nada passa, só fantasmas, como eu, fantasmas.
quarta-feira, julho 22, 2009
New Age Koan
Se você mistura o yin e yang (preto e branco) num mundo dualista, você obtém o cinza. Mas num mundo não dualista, o que você obtém?
A minha resposta está nos comentários, mas não leia até que você tenha obtido a sua. Se bem que, no fim, as duas serão falsas (pelo menos num mundo não-dualista, que eu desconheço, diga-se de passagem...)
A minha resposta está nos comentários, mas não leia até que você tenha obtido a sua. Se bem que, no fim, as duas serão falsas (pelo menos num mundo não-dualista, que eu desconheço, diga-se de passagem...)
sexta-feira, julho 10, 2009
Voce, em resposta
A vida eh estranha.
Muita gente passa, mas tem gente que insiste em retornar, e eu sou uma dessas pessoas insistentes. O bom eh que voce tambem insisti em me receber.
Eu tentei alimentar uma raiva infinita, mas nao deu. Nao sei como e nao tem explicacao racional.
A verdade eh que sempre senti saudades do meu amigo, mesmo que eu achasse nele muitos defeitos, mas eu sou tao imperfeita que o contrario deve ser verdade tambem.
Desisti de explicar o porque da falta ancestral que eu sentia, e ancestral eh um nome perfeito para tudo isso.
Dia desses sonhei com a gente, e a gente inclui a irma perdida.
Os dias nao voltam, felizmente.
A gente sempre se encontra, felizmente.
Muita gente passa, mas tem gente que insiste em retornar, e eu sou uma dessas pessoas insistentes. O bom eh que voce tambem insisti em me receber.
Eu tentei alimentar uma raiva infinita, mas nao deu. Nao sei como e nao tem explicacao racional.
A verdade eh que sempre senti saudades do meu amigo, mesmo que eu achasse nele muitos defeitos, mas eu sou tao imperfeita que o contrario deve ser verdade tambem.
Desisti de explicar o porque da falta ancestral que eu sentia, e ancestral eh um nome perfeito para tudo isso.
Dia desses sonhei com a gente, e a gente inclui a irma perdida.
Os dias nao voltam, felizmente.
A gente sempre se encontra, felizmente.
domingo, julho 05, 2009
Bailarina

Eu queria fama e reconhecimento
Criar um novo estilo de dança
Ser a primeira bailarina do Ballet mais incrível do mundo
Que vocês todos aplaudissem a mim
A minha técnica única
A minha leveza
Como um cisne a deslizar no lago
Me equilibrando nas pontas dos dedos
E eu sofri
Correndo atrás da minha própria sombra
Nunca alcançando
Nunca chegando
Não importando o quanto ensaisse
E então percebi
Que só havia uma meta
De dança em dança
De palco em palco
Preparo o ato final
O fim, onde me torno
Não a que dança
Mas o dançar
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