Eu nao sei mais o que dizer. Talvez nao haja mais nada a ser dito.
Se eu tenho atuado?
Eu tenho, sempre que me lembro, eu tenho atuado e trabalhado duro, mas eu aida nao deixei ir, nao completamente.
Eu tenho me esforcado para fazer de Kali uma pessoa real, e para isso eu devo morrer, mas morrer eh duro e tem sido aos poucos, aos pedacos.
Um dia Kali tambem deverah ir, um dia todos irao partir.
Todas as nossas personalidades, muletas, alter-egos.
Mas no momento estou feliz em deixar Kali se espalhar em minha vida.
A Kali que eu criei, nao a deusa, que fique bem claro.
A Kali que era Kaliandra, que foi Nataraja, que veio brotando,se desevolvendo em etapas lentas.
Agora ela se faz mais e mais real. Tao real que nos ultimos dois dias meu modo de operar na realidade mudou, uma energia diferente, tao diferete que acho que nem eh de Kali. As vezes eu sinto Li presente, tomando o espaco de Kali.
Li, que era apenas uma personagem num jogo da Matrix. A Li de quem eu sempre tive inveja da forca, da capacidade de suportar a dor. Mas que eh louca, violenta e suicida.
Mas Li tambem vai morrer um dia, jah estah morrendo.
Para os que nao etenderam, sinto muito, mas saibam que sao apenas personalidades cambiantes de um mundo virtual, mas tao virtual quanto o mundo 'real'.
Para os que estavam lah, desde o inicio, saibam que eu cotinuo em circulo.
Eu contiuo em guarda, mesmo sem o comadante, porque ateh o comandante deve morrer.
Em Re-construção Constante
Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.
quarta-feira, setembro 30, 2009
domingo, setembro 13, 2009
Indaga
Eu só fico me perguntando, como eu fui me meter nisto? Eu me meti nisto ou só me deixei conduzir?
Quem escolhe a dança?
O quanto do caminho que me trouxe até aqui eu construí, eu não sei. Sabe você?
As escolhas ficam perdidas nas conexões mal feitas, nos neurônios mal dormidos, nas brechas entre as ligações sub-atômicas da minha alma. Aquela informação que salta e eu não pude capturar.
Porque fomos feitos pela metade, e devemos nos fazer inteiros, mas ficamos fixados nos caminhos do nosso dia, nos usos e costumes, naquilo que nos suga e nos dá de volta a dívida, o buraco, o vazio. Mas o que está em volta do buraco?
Talvez o buraco seja o espaço sólido, e em volta apenas o descampado.
Agora fica muito fácil me perder em mim mesma, agora que eu tenho toda uma fauna dentro do meu coração. Pessoas se tornam escadas, não existem companheiros.
Onde está você que não está aqui comigo, eu canto para minha alma gêmea que sou eu mesma agora. Tudo se contenta e eu perco o contato, me vou, nada mais pode me alcançar.
Quem escolhe a dança?
O quanto do caminho que me trouxe até aqui eu construí, eu não sei. Sabe você?
As escolhas ficam perdidas nas conexões mal feitas, nos neurônios mal dormidos, nas brechas entre as ligações sub-atômicas da minha alma. Aquela informação que salta e eu não pude capturar.
Porque fomos feitos pela metade, e devemos nos fazer inteiros, mas ficamos fixados nos caminhos do nosso dia, nos usos e costumes, naquilo que nos suga e nos dá de volta a dívida, o buraco, o vazio. Mas o que está em volta do buraco?
Talvez o buraco seja o espaço sólido, e em volta apenas o descampado.
Agora fica muito fácil me perder em mim mesma, agora que eu tenho toda uma fauna dentro do meu coração. Pessoas se tornam escadas, não existem companheiros.
Onde está você que não está aqui comigo, eu canto para minha alma gêmea que sou eu mesma agora. Tudo se contenta e eu perco o contato, me vou, nada mais pode me alcançar.
terça-feira, setembro 08, 2009
Vórtice

Meu Corpo é o ponto de convergência do tempo
De tudo o que sou, o que era, o que não fui
E o que será
Será?
O que habito e onde estou
O que esta dentro
O que separa
Tudo o que sou, o que não sou, tudo o que não pode ser
E todas as potencialidades da carne
Que um dia irão desmoronar
Como a última fronteira
A barreira final a ser desconstruída
Todas as promessas do espírito
O único laboratório que possuo
O local da toda alquimia
Humana
Única arma que importa
E tudo o que posso carregar
Mas que sera descartado
Devolvido às estrelas
À poeira
À ânsia do tempo
E eu não sei o que fica além
E tenho que viver com isso
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