Em Re-construção Constante

Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.







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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Liberdade e Feridas Narcísicas




Insights sobre a liberdade num dia, sonho sobre coisas perdidas e lamentadas num outro.
O que te prende? O que te liberta?

Justamente quando percebemos que somos mais livres do que imaginamos, o ego arranja uma maneira de te lembrar que você já quis muito "ser" algo que foi perdido, e uma ferida narcísica esquecida se abre em flor. Uma dor brota no peito para te desviar da outra flor que aguarda, plena, perene, escondida.

A boa notícia é que a flor narcísica tende a murchar. A outra não. Mas tudo depende do que você alimenta no seu coração.

Eu estava no meio da rua, era noite, e eu percebi que perdi quase tudo. Não tinha um trabalho para ir no dia seguinte, meus estudos só dependiam de mim. Eu morava na casa de outros, e vivia da benevolência alheia. Me senti como um peregrino nessa vida. E foi esmagadora a sensação de liberdade. Se eu fosse abduzida por um OVNI, morresse, fosse consumida em fogo de dentro para fora, pouco restaria para que os meus resolvessem. Sem dívidas, sem heranças. Uns chorariam porque ainda não compreendem. Talvez alguns sorrissem por mim. Mas eu partiria sem deixar pendências, filhos, compromissos.

E então vem esse sonho onde sou lembrada de coisas que desejei e perdi, e fico de mau humor.


O ego da gente é uma bosta. Lidar com ele é uma bosta. Mas enfim, limpar as bostas faz parte dessa vida.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

LÓTUS




Se alguém disser a você: “Na cidade fortificada do imperecível - nosso corpo - existe um lótus e nesse lótus um pequeno espaço: o que isso contém para que alguém devesse desejar conhecê-lo?”.

Você deve responder:

“Tão vasto quanto o espaço fora é o pequeno espaço dentro do seu coração: céu e terra são encontrados nele, fogo e ar, sol e lua, raios e as constelações, qualquer coisa que pertença a você aqui embaixo e tudo aquilo que não, tudo isso está reunido nesse pequeno espaço dentro do seu coração.”

Chandogya Upanishad 8.1.2-3 , In Living in the Heart, by Drunvalo Melchizek

Se nós apenas pudéssemos nos lembrar!