Em Re-construção Constante

Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.







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domingo, março 18, 2012

Matando O Ego – Tiro, Faca ou Envenenamento?






“O ego é um deus ciumento, e quer seus interesses atendidos. Ele não quer admitir a realidade de nenhuma dimensão, exceto aquela em que ele se sente confortável e que pode entender. Ele foi intencionado para ser um auxílio, mas lhe foi permitido se tornar um tirano. Mesmo assim, é muito mais flexível e ansioso para aprender do que geralmente é suposto. Ele não é naturalmente rígido como parece. Sua curiosidade pode ser de grande valor. Se você tiver uma concepção limitada da natureza da realidade, então seu ego fará o melhor para mantê-lo na pequena área fechada da realidade que você aceita. Por outro lado, sua intuição e instintos criativos terão permissão para a liberdade, então eles comunicarão um pouco de conhecimento das grandes dimensões a essa porção mais fisicamente orientada de sua personalidade.”

In Seth Fala –Jane Roberts

Engraçado como virou moda culpar o ego de certas coisas. Fulano é ciumento, isso é coisa do ego, sicrano é narcisista, culpa do ego. Como se o ego fosse uma identidade externa, um encosto, não fizesse parte de nós. O ego é o novo obsessor. Antes era a bruxa, o olho gordo, o qualquer coisa que tirasse a sua responsabilidade de agir feito um imbecil.

Fala-se muito em matar o ego como se isso fosse libertar imediatamente a pessoa. Como alguém que se deixa dominar e identificar com o ego como seu ser total pudesse simplesmente matar o ego. Sério? Eu não sei o que é que esse povo acha que seja isso de matar o ego. Viver como um vegetal entoando cânticos? Entrar em transe (e não sair mais dele, claro, se não o ego volta)? Sei lá, mas sempre me parece que isso levará a algum tipo de imobilidade ou a pessoa se torna um suposto ser iluminado que tem o direito divino de sair dizendo o que os outros podem ou não. Isso não me parece com matar o ego, ou mesmo controlá-lo e pô-lo a serviço do ser. Isso me parece mais com deixar o ego dominar sem que você perceba, achando que ele se foi quando ele sempre esteve lá, mas ops, isso já é o que é. Então não mudou nada e você não passa de um trouxa.

O problema é mais em cima.

Eu, da minha parte, não tenho nenhum interesse em matar o ego. Eu preciso conhecê-lo para poder me desidentificar dele, ou melhor, reconhecê-lo como parte de mim, mas apenas parte, e das bem pequenas. Daí dominá-lo, domá-lo, pô-lo a meu serviço e não o contrário.

Agora, isso tudo é muito fácil, mas o fácil é muito difícil justamente porque somos ególatras e adoramos a complexidade. Mas é fácil, tanto que acabei achando como na internet, ora veja, e apenas em cinco passos!



Viu? Agora para de culpar o ego por seus erros e faça a lição de casa.