Em Re-construção Constante

Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.







sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Liberdade e Feridas Narcísicas




Insights sobre a liberdade num dia, sonho sobre coisas perdidas e lamentadas num outro.
O que te prende? O que te liberta?

Justamente quando percebemos que somos mais livres do que imaginamos, o ego arranja uma maneira de te lembrar que você já quis muito "ser" algo que foi perdido, e uma ferida narcísica esquecida se abre em flor. Uma dor brota no peito para te desviar da outra flor que aguarda, plena, perene, escondida.

A boa notícia é que a flor narcísica tende a murchar. A outra não. Mas tudo depende do que você alimenta no seu coração.

Eu estava no meio da rua, era noite, e eu percebi que perdi quase tudo. Não tinha um trabalho para ir no dia seguinte, meus estudos só dependiam de mim. Eu morava na casa de outros, e vivia da benevolência alheia. Me senti como um peregrino nessa vida. E foi esmagadora a sensação de liberdade. Se eu fosse abduzida por um OVNI, morresse, fosse consumida em fogo de dentro para fora, pouco restaria para que os meus resolvessem. Sem dívidas, sem heranças. Uns chorariam porque ainda não compreendem. Talvez alguns sorrissem por mim. Mas eu partiria sem deixar pendências, filhos, compromissos.

E então vem esse sonho onde sou lembrada de coisas que desejei e perdi, e fico de mau humor.


O ego da gente é uma bosta. Lidar com ele é uma bosta. Mas enfim, limpar as bostas faz parte dessa vida.

4 comentários:

ricardo alves / são paulo,brasil disse...

olha bacana esta leitura pq acentua e reforca um estado geral da gente....





Paskapapoulus disse...

O que significa "o caminho termina quando você chega"? -me pergunto
Vou me responder de modo negativo: como sei que ainda não cheguei? Porque ainda pergunto sobre o caminho!

KALI, desesperadamente humana. disse...

Gostei da resposta Paskapapoulus. Acredito que a gente sabe quando chegou no fim do caminho, mas sempre existe o risco de nos enganarmos. De qualquer forma, eu também continuo me perguntando sobre o caminho. Então, nesse momento, tenho certeza que não cheguei ao fim dele, e nem tenho certeza se estou no caminho certo. Apesar de não acreditar nisso de caminho certo ou errado. Nossa, que confusão, rs.

Paskapapoulus disse...

Imagino que estou numa terra inexplorada. Que caminho haveria aí?
E se essa terra fosse tão amável, líquida, que me abrisse passagem?
Sem marcas, como reconhecer por onde alguém passa? Ah! pelo cheiro, pelo som, pela cor, pelo gosto, pelo tato...mas seria apenas o meu caminho... mas eu teria que, toda vez, refazê-lo para saber que o tinha feito... a ainda assim seria novo...