Em Re-construção Constante

Não adianta parar, o caminho não termina porque você cansou. Ele termina quando você chega.







terça-feira, maio 27, 2008

Ensaiando a Morte


Antes de organizar o que esta fora, voce deve organizar o que esta dentro. Muitas pessoas se lançam a uma arrumaçao de gavetas desesperada para nao se voltar para si mesmas e perceber que esta tudo desmoronando. Manter as coisas milimetricamente no lugar nao ira garantir que o mundo nao podera te devorar (mas bagunçar tudo tambem nao, infelizmente). Mas comece por voce. Como se manter no olho do furacao quando voce eh o furacao?

Antes de transceder voce precisa analisar (quebrar em partes, literalmente, se desmontar). Entao sintetizar, integrar e, por fim, dar o salto final - ou inicial a depender da perspectiva de que se olha.

Eu ja me espalhei demais, aqui, ali, deixando a mente vagar como um cao vadio, mas nesse espalhar nao havia a intençao consciente do esquartejamento emocional. Agora eh preciso me pulverizar com toda a força da minha consciencia, e entao, resurgir das cinzas.

Eu convoco todas as minhas partes, agora, para retornarem ao meu comando! Mas quem sou 'eu' no fim das contas?

Uma gota de consciencia dormente desesperada para acordar. Desesperadamente humana, querendo dar o mesmo passo que o primeiro peixe andante deu para fora do mar. Nao ainda uma, mas um conjunto, um aglomerado, agrupamento de vozes e sombras fantasmagoricas. Uma legiao perdida no deserto em busca de um comando que possa nos colocar no caminho do juizo final, fatal. Lyall Watson acertou ao dizer que somos ondas em busca do oceano. 

Pelo menos eu sou.

7 comentários:

KALI, desesperadamente humana. disse...

Me diga: como possor tocar teu coraçao?
Como uma flecha envenanada eu me dirijo para o centro mas eu erro por um triz.
Sera que voce gostaria de compartilhar deste veneno? O veneno que na dose certa cura, faz despertar?

Me diga, comeria comigo deste pedaço oco de nada? Onde nada eh oferecido, porque nada pode ser tomado.

Eu nao tenho o que te oferecer, eu nao tenho nada para dar, somente a sombra da minha companhia por uns momentos na caminhada deserta, no deserto.

Eu prometo te conduzir ao vazio, ao mesmo vazio que eu tento invadir. Eu te ofereco a mao, a mao que nao poderei evitar que desapareça no momento que soltarmos no abismo.

Renato disse...

E isto é tudo o que precisamos

Anônimo disse...

espero que vc goste de caleidoscopio de paradoxos II...ele foi concebido em sua força....na força de Kali!

kaslu

Rita disse...

são precisas várias vidas para nos pormos em ordem por dentro... tenho amigos que dizem que querem viver até aos 100 anos, e acham que eu sou louca quando digo que aos 50 ou 60 já vou estar sentada no topo de um monte, alimentada por IV, ocupada a explorar cá por dentro porque já terei experimentado tudo do lado de fora...
ps: ando à procura dos filmes;) dps digo o que achei:) beijo grande***

Pato disse...

Rita, a louca.

Anônimo disse...

como a vida é inesperada, não, Kali?
adeus...
kaslu

Anônimo disse...

como a vida é inesperada, não, Kali?
adeus...
kaslu